Carnaval, isso

Eu passei o feriadão de carnaval em Garopaba.

É aquilo. A praia é um vulgo mato, mas é demais. Dá pra se desligar de tudo e só curtir aquela gostosa que passa na praia com o rabo levantado querendo dar. Tem, claro, aquele ritmo de festa que o carnaval proporciona e que é tão legal de curtir, dançar, curtir e tu sabe o que mais.

Eu não sei mesmo. Em essência, eu não gosto do carnaval. Mas eu gosto de um tempinho pra uma grande festa porradona sem compromissos — coisa que só o carnaval proporciona. É ao mesmo tempo divertido, com todo o mundo dançando e sorrindo, e perigoso, já que normalmente envolve a bebida e o que ela nos leva a fazer. Não é problema, é claro. Mas eu ando tão despreocupado com tudo isso que o que eu fizer vai me divertir.

Agora deixa eu ir lá dar um mergulho.

E eu quero o Diretor de volta.

Há algum tempo atrás surgiu o melhor blogue do lado de cá da internet: Desculpe se não sou um diretor pornô.

Ele era lindo, ótimo, e tudo nele referenciava o cinema. Era sincero com babaquices, e, embora seja feito no Blogger, era excelente (até um post meu foi parar lá #oin).

Mas daí chegou aquela época do ano em que tudo desanda, e eles pararam de publicar lá. Meu amigo sub-chefe do blogue, sr. Ross, disse que era por falta de interesse de alguns autores (e eu até suspeito que seja daquele @kakau_rs, que eu nunca fui com a cara), mas eu acho que é pelo excesso do uso do tema música. Sério, tem colunas demais sobre música e isso fica mé. Por isso minhas colunas favoritas eram o D'oh e... bem, era só o D'oh.

Agora, PORQUE esse blogue recebeu, como última atualização, um post sobre música nada-a-ver no dia 22 de outubro e não temos mais nada de interessante para ler nesse lado da internet? Bem. Fica aqui minha sugestão: chantagear o dono majoritário do blogue, @markelicious, até que ele venha e transforme o melhor blogue do lado de cá naquilo que ele já foi: ainda melhor.

Três filmes

O filme de aniversário desse ano, "Onde Vivem Os Monstros", é aquele tipo de filme que eu amo ver. Lindo esteticamente, e profundo em seu conteúdo. Cada cena, cada metáfora, é milimetricamente pensada para ajudar o garoto Max em sua jornada para entender sua infância. Uma jornada clara, pode-se dizer, que todos passaram e vão passar. Por mais atordoante e estranha que essa fase seja, ela tem um fim. E, após ele, só sentimos saudade. É o que Max vê: não se pode viver nesse mundo de imaginação para sempre.

"(500) Dias Com Ela" é, com certeza, um dos filmes mais deliciosos que já vi. Tudo nele é perfeito e acertado: a música está no lugar certo na hora certa; a fotografia (que aqui respeita o classicismo do cinema) é limpa e esbanja beleza; as cores que aparecem em cada cena, que são escolhidas a dedo para lembrarem da Summer; as atuações são fantásticas; o roteiro é muitíssimo bem bolado; e a Zooey Deschanel é linda. Linda mesmo. Linda demais. Muito linda. Mesmo assim, se tem algo que supera tudo isso, é pequena Chloe Moretz, que simplesmente arrasa nos papéis que faz (em "Kick-Ass" ela é o motor do filme). Ótimo. Revejo mais de 500 vezes.

 E "O Profeta", filme francês vencedor do Grande Prêmio em Cannes no ano passado. É sensacional e incomparável. Não há uma trajetória de personagem tão instintiva e absurdamente sensorial que essa. Jacques Audiard me impressionou com todas as técnicas que apresentou nesse filme de gângster que tinha tudo para ser mais do mesmo, principalmente por ser um gênero batido na França. Mas é único. Incrível. Poderoso. Um dos melhores.

Histórinha na feira do livro

Hoje eu fui na feira do livro porque né, é Porto Alegre e uma das únicas coisas grandes em relação a cultura por aqui (festival de cinema, olá?).

Pois bem, eu, em minha completa simpatia de pessoa, atravessando aquele bafo de gente que eu adoro (sério, sem ironia) depois de tomar um café naqueles pontinhos no lado da Alfândega, chego na feira da ótima livraria Saraiva para comprar aquilo que pretendo ser a ÚNICA coisa a comprar na feira do livro: Peanuts Completo — 1955 a 1956.

Agora o pequeno diálogo:

Eu: “Quanto?”
Moça: “R$88”
Eu: “E porque na livraria tá R$70?”
Moça: “Porque lá o preço normalmente é mais baixo que a feira”
Eu: “Tá, então me vende por R$70?”
Moça: “E porque que tu não vai na livraria comprar, estúpido?”

Resultado: não comprei Peanuts Completo E me nego totalmente a visitar estandes dessas livrarias conceituadas.

#odeiovcmoça.

Uma amiga que parece a Patty.

Patty é uma garota chata da turma do Peanuts, que aparece nas tiras até 1960.

Ela é feminista, brigona, chata e tudo o mais. Lógico, vive brigando com o Charlie Brown e chamando ele de perdedor. E eu tenho uma amiga assim.

Marciele, ela provavelmente vai viver comigo até 2012, se tudo der certo e não reprovarmos nenhum ano.

Sim, ela é chata, birrenta, feminista e parece rapadura -- se esfarela toda. Não gosta que pessoas digam que um pedaço de faixa-de-entalar sirva como fantasia nem que festas do colégio sejam alteradas e se transformem em mateadas.

É a Marciele. Chata. Muito. Louca também, mas eu sou mais então não conta. Mas é a Marciele.

Abraços, meu bicho de estimação.

Como deixei de me preocupar e a amar um blog.

Hoje eu deixei de me preocupar.

Li uma tira de Peanuts hoje que dizia algo como “não há nada mais belo no mundo do que uma pessoa deixando uma preocupação de lado”. E é verdade.

 Sabe, é primavera, e esse negócio de se preocupar só me faz parecer velho e cansado. Por isso parei. Parei e comecei a blogar, o que é ótimo. Escrever faz bem.

Não digo que agora só vou escrever. Duvido muito, nenhum blog meu dura mais que seis meses, mas agora decidi não me preocupar mais, principalmente com isso. E com o fato de que a porra da locadora aqui não trouxe o DVD do Un Prophète. Detalhes, talvez eu consiga em PoA.

Talvez, mas não é certo. Mas também, não vou me preocupar com isso.

Bom fim de tarde para vocês.